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quinta-feira, novembro 06, 2008

O amor é um jogo de azar

O amor é um jogo de azar
(Ricardo barbosa)

Por mais que tenhamos um plano
O amor é um jogo de azar
E se temos tudo em nossas mãos
O amor é um jogo de azar
A cada passo sinto o meu chão cair
E a cada sonho sinto você tão perto
Quanto mais sonhos mais angustia sinto
Pelo amor ser um jogo de azar
Toda vez que tento me arrepender
Sinto que o amor é um jogo de azar
Quando tento não pensar em você
O amor é um jogo de azar
Se fecho os olhos e sinto o vento
O vento traz as lembranças do que passamos
Por mais que definitivamente sejamos amigos
O amor é um jogo de azar
Quantos sorrisos desperdiçamos um com o outro
E quantas vezes você disse não
Por mais que definitivamente sejamos amigos
O amor é um jogo de azar

sábado, maio 03, 2008

Poesia. Postando sem querer!

Confesso que não gosto de publicar poesias, tenho que manter minha fama,mas... Irei postar essa. Quero crítica menina do telhado, quero crítica.






Lambuzei quando quis.
Usei, brinquei e durmi.
Soube fazer o que você sempre quis
eu sou o âmago invertebrado
um ser louco alucinado
que te abre quando te prova
que te toca e te cheira
que te beira e lambuza
que te lava quando te usa
que te guarda e te culpa
que te ama e te muta
sou bucho sou velho
sou filho da puta.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Autopsicografia



O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

(Pessoa, Fernando- O cancioneiro, Ciberfil Literatura Digital)

quinta-feira, agosto 23, 2007

Magnífico!




Suave é a bela como se música e madeira,
ágata, telas, trigo, pêssegos transparentes,
foram erigidas as fugitivas estátuas.
Fazia a onda dirige-se sua contraria frescura.
O mar molha pés polidos e marcados
a forma recém trabalhada na areia
e é agora seu fogo feminino de rosa
num só borbulho que o sol e o mar combatem.
Ai, que nada te toque se não o sal do frio!
Que nem o amor destrói a primavera intacta.
Formosa, reverberante de indelével espuma,
deixa que teus quadris imponham na água
uma medida nova de cisne e de nenúfar
e navega tua estátua pelo cristal eterno.